Google

29 junho 2007

Conversa no MSN vai parar no 'Diário Oficial'

Um bate-papo informal entre dois servidores da Justiça de São Paulo foi parar na edição de segunda-feira (25) do "Diário Oficial do Estado". A conversa em que, pelo MSN, comunicador usado para trocar mensagens pela internet, dois funcionários reclamavam do trabalho e da diretora de um cartório da Capital foi publicada em meio a um despacho do juiz Antonio Jeová da Silva Santos, da 7ª Vara Cível do Fórum Regional de Santana, na Zona Norte.
Foto: Reprodução

Bate-papo saiu publicado em meio a um despacho de despejo por falta de pagamento (Foto: Reprodução)
No trecho publicado, os servidores, identificados como André e Luciana, conversam sobre o trabalho e reclamam da diretora de um dos cartórios do fórum. André diz que, se a situação não se resolver, vai "chutar o pau da barraca", e lamenta: "sou filho desse cartório, entrei e quero sair daqui como escrivão."

Luciana promete falar com "seu Jeová" para tentar resolver o problema. A conversa termina com André avisando que tem de voltar ao trabalho. "Agora preciso continuar fazerdo o serviço da Cida, ela acabou de chegar no cartório."

O diálogo é datado de terça-feira, 12 de junho. O Tribunal de Justiça informou que foi aberto um procedimento administrativo pelo juiz da vara para apurar o que aconteceu. Os responsáveis podem ser repreendidos ou até exonerados pelo erro - decisão que teria que ser aprovada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Celso Limongi.

A Imprensa Oficial, que publica o Diário Oficial, informou que o envio de informações aos cadernos do D.O é feito por um sistema informatizado e seguro, com controle de acesso rigoroso. Os dados da publicação foram enviados ao Poder Judiciário, ao qual os funcionários supostamente envolvidos estão subordinados.

De acordo com a Imprensa Oficial, cada órgão público envia os dados por meio de senhas exclusivas e é responsável por seu conteúdo, que não pode ser manipulado nem sofrer qualquer alteração.

Ainda segundo a nota, a Imprensa Oficial realiza apenas o trabalho de editoração e ordenação das matérias. "O conteúdo é sempre de responsabilidade do órgão público que envia o texto, a quem cabe averiguar os autores da mensagem indevida. "

Nenhum comentário:

Não deixe de ler também: